The gang’s all here, de 1943, musical da fase americana da artista luso-brasileira. Foto: Fox/Divulgação

O que é que a “baiana” tem? Hype. Pouco mais de cinco décadas após sua morte, a luso-brasileira Carmen Miranda mantém o mesmo frisson e a aura de mito que fez atiçar a imaginação dos norte-americanos. A 20th Century Fox Home Entertainment, um dos maiores estúdios de Hollywood, acaba de lançar The Carmen Miranda Collection, um box de luxo com cinco principais títulos de sua filmografia. Da fase americana, é claro.

O lançamento vem cheio de bossa. O New York Times publicou, ontem (17), um artigo com elogios rasgados a “Lady in Tutti-Frutti hat”, como é chamada a pequena notável, por causa de seu chapéu cacheado de banana, maçã e frutas tropicais. No texto, o jornal diz que Carmen Miranda é uma das poucas artistas que atravessaram o espectro cultural, deixando sua marca “absurda e pomposa” na representação feminina. E a compara como a precursora de Jerry Lewis, que “trouxe uma imprevisível anarquia ao sisudo mercado (norte-americano) de estúdios de filmagem”.

A caixa traz cópias remasterizadas dos maiores sucessos de Carmen lá fora, produzidos nos EUA. Entre elas, a obra-prima All the gang is here, de 1943, dirigido por Busby Berkeley, que apresenta números musicais audaciosos para a época, uma explosão de cores, latinidade e afetações. Os outros títulos são Greenwich Village e Something for the boys, ambos de 1944, em padrão de cor Technicolor, super vívido; e Doll Face e If I’m lucky, os dois também de 1946.

Por enquanto, a coletânea é importada e está à venda no site Amazon.

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