Com um som eclético que vai do jazz ao rap, ela chega cheia de instiga com um electro-pop onírico ideal para quem curte novidades fora do óbvio

Cantora francesa SÔNGE traz um R&B futurista na estreia Flavourite CÂLÂ
NOTA8

A nova cantora francesa SÔNGE aposta em um som futurista em sua estreia, Flavourite CÂLÂ, um trabalho que trafega por diferentes paisagens sonoras para dar conta das inovações que vive hoje o R&B. Usando batidão pop e elementos do rap e electro, ela se destaca ainda pela voz que foge das convenções das estrelas do cenário atual.

Depois de chamar atenção com o single “Crépuscule des Dieux”, em que trazia ainda um vídeo impressionista inspirado no trabalho do pintor francês Henri Rousseau, ela mostra em seu disco de estreia uma bagagem sonora impressionante para sua pouca idade. Sua música, com ecos de electro-pop, foi comparada a nomes igualmente inovadores e provocadores, como M.I.A. e Santigold.

Inserida dentro desse contexto super instigante do R&B contemporâneo – do qual fazem parte nomes como FKA twigs, Sampha e muitos outros – SÔNGE adiciona ainda uma personalidade própria ao trazer um imaginário onírico e surrealistas ao seu som. Para isso aposta em explorações sonoras ecléticas de jazz, rap, música congolesa, entre outras.

O resultado desse primeiro trabalho é um trabalho multi-gênero que apresenta uma artista interessada em explorar muitas possibilidades estéticas. Ótima estreia.

SÔNGE
Flavourite CÂLÂ
[Parlophone/Warner Music France, 2019]
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