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Indies do Canadá querem ser grandes
Por Paulo Floro

BLACK MOUNTAIN
In The Future
[Jagjaguwar, 2008]

Toda banda de hard-rock quer soar mais grandiosa do que realmente é. O ouvinte mais atento e experiente vai encontrar neste segundo disco da banda canadense Black Mountain vários elementos que caracterizam esse aprofundamento no hard-rock psicodélico do passado. Nenhum problema, não fosse o cansaço provocado por essa busca incessante que no fundo, não acrescenta nada.

Formado em Vancouver, no Canadá em 2004, a banda é na verdade um coletivo de artistas. Este é o segundo disco, após um primeiro álbum homônimo em 2005 e, de fato, é mais elaborado que o anterior. In The Future vai na trilha de bandas arrasa-quarteirão, apesar de seu público ser uma platéia média. Led Zeppelin, Rolling Stones, Pink Floyd, o Black Mountain se mira apenas nos grandes. Isso gera uma controvérsia interessante: agora indies também tem um gigante do rock para adorar.

Músicas como “Wucan”, com seu back-vocal feminino angustiado, “Stay Free”, com excesso de falsetes, a apoteótica “Stormy High” e até mesmo a lisérgica “Night Walks” até são marcantes. Mas não colaboram para fazer do Black Mountain uma banda com personalidade forte. São grandiosos só na intenção.

NOTA: 6,5

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