Aracde Fire (Foto: Divulgação)

O Arcade Fire surgiu como uma banda a ser devotada. De tempos em tempos aparece algo parecido. E o grupo canadense possui algo místico pra isso. Seu disco Funeral, lançado em 2004, é cercado de histórias curiosas que só ajudaram o marketing da banda. Durante as gravações do álbum, os integrantes sofreram traumas em suas famílias, inclusive com algumas mortes. O nome da banda é inspirado em um incêndio ocorrido em uma casa de jogos eletrônicos em Vancouver. Toda essa aura mórbida fez a cabeça de um público que buscava um resquício triste-alegre de bandas dos anos 80.

Mas o Arcade Fire não é só isso. Pra começar, a banda mistura ao seu rock equipamentos clássicos, piano, vários vocais até mesmo uma sanfona, e tudo com um vigor intenso, com guitarras etéreas e/ou pesadas. Depois, a capacidade do grupo em conseguir utilizar sua imagem, inclusive em shows, considerados um dos melhores do ano passado, impressiona, sobretudo por que o Arcade Fire é uma banda não muito afeita à exposição. Este ano, a mídia colocou o Arcade Fire na vitrine, e elevou a importância da banda no contexto da nova música dos anos 00.

Pra ajudar (e como) ainda mais, o combo canadense veio apresentar o seu rock gélido no TIM Festival, com o público em coro. Funeral só não entrou para a lista dos melhores do ano, por que na verdade foi lançado em 2004 e com muito atraso recebeu uma versão brasileira pela Slag Records no fim de 2005.

Texto escrito por Paulo Floro

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