Indie rock da banda sobrevive aos excessos de Pete

Babyshambles

BABYSHAMBLES
Shooter’s Nation
[Astralwerks, 2007]

Babyshambles - Shotter’s NationDepois de freqüentar manchetes do mundo inteiro com o término de seu romance com a modelo Kate Moss, envolvimento numa suposta overdose da cantora Amy Winehouse, entrevistar o ex-beatle Paul McCartney e de quase matar o próprio gato de estimação com restos de cocaína, Pete Doherty ressurge mais uma vez – agora, para a música. Babyshambles, a banda que formou depois de sua saída do Libertines, está lançando seu segundo álbum, Shotter’s Nation. Sucessor do fraquíssimo Down in Albion (2005), o novo disco apresenta doze canções que misturam influências de The Jam, Stone Roses, Small Faces, The Who, Kinks e britpop (Oasis e Blur, principalmente).

Mais coeso e consistente do que seu antecessor, Shotter’s Nation é um álbum bem produzido e arranjado, com momentos empolgantes e surpreendentes – afinal, na situação “narcótica” em que Pete Doherty se encontra, é realmente uma surpresa saber que ainda lhe sobram neurônios para produzir um trabalho decente.

Os riffs viciantes, as composições ágeis, o clima sujo de garage rock e as nuances punk, característicos da banda, permeiam todo o álbum. Mesmo sem grandes inovações ou propostas originais, é indie rock de qualidade. Os destaques vão para as deliciosas “Delivery”, “You Talk”, “Side Of The Road”, “Crumb Begging”, “French Dog Blues”, “Baddies Boogie” e “Deft Left Hand”.

Vale também dar uma chance à balada “Unbilo Titled”, que tem uma virada excitante. Mesmo com todo o alvoroço, as bebedeiras, as fofocas e as drogas, temos que admitir: Pete Doherty até que tem seu charme, mesmo que sendo somente à frente do Babyshambles. [Mariana Mandelli]

NOTA: 7,0

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