SEXO, ESCRACHO, POSE, ROCK, SEXO
O público foi à loucura (e aos palcos) na primeira festa Atomic Spin, no Recife
Por Breno Soares, texto e fotos

 

Backing Ballcats Barbis Vocals e os Bobs Babilônia

Montage (CE) e Backing Ballcats Barbis Vocals e os Bobs Babilônia (PE), ou simplesmente Barbis arrastaram seus públicos, que mesmo diferentes em sonoridade, tiveram em comum a apreciação pelo escracho e forte presença de palco dos vocalistas. A Festa Atomic Spin, é o primeiro evento do coletivo pernambucano SPIN (Sistema de Propagação Independente), com o intuito de promover o intercâmbio dentro do mercado fonográfico independente e a integração de outras mídias, como o audiovisual, artes plásticas, teatro, moda.

Backing Ballcats Barbis Vocals e os Bobs Babilônia

Não comprometeu tanto quanto poderia, mas houve alguns problemas técnicos na passagem de som das Barbis, logo no início dos shows.

Surpreendentes, mostram que estão levando a coisa a sério, mas com muito humor e glamour. O grupo fez uma apresentação divertidíssima com direito a música nova e novidades em sua performance. Uma “assistente de palco” aparecia com plaquinhas onde se via escrito coisas como: “Gritinhos e Sussurros”, “ Desmaios”, “Aplausos” e ainda era responsável por arrumar o cabelo das meninas, retocar a sombra, passar lápis, laquê. O público fez coro nas músicas. Fecharam o show com fãs em cima do palco a cantar seu sucesso “So Se Alise”, do hino “socialize seu namorado”.

Público diversificado, o que predominou mesmo foram os estilosos à Daniel Peixoto. Inspirados no visual andrógino, a platéia abusou do brilho, maquiagem e muita pose.

Cantou, gritou, dançou, deitou no chão, descabelou-se. Esse foi o Montage do frontman Daniel Peixoto. Carismático, interagiu com o público, solicitava coro no refrão e se dirigia constantemente a beira do palco para cantar com os fãs, que sabiam todas as letras decoradas.

Um menino falou excitadamente que havia passado as mãos nas pernas de Daniel. Outra menina disse que alisou o peito. Sexo é o sobrenome do Montage e a coisa toda é muito bem aproveitada pela banda. Daniel, como de costume, termina o show com pouca roupa e várias simulações, entre elas, o microfone na bunda e outras delicadezas. O público vai à loucura.

Novidades no som: duas músicas novas apresentadas pela primeira vez, segundo o vocalista e um megamix de funks proibidões, como Tati Quebra Barraco (“Dako é Bom”) e Deize Tigrona (“Injeção”).

Assim como as Barbis, Montage também teve fãs no palco cantando as músicas. Neste caso, a produção do evento achou melhor interromper por medo que o palco desabasse. Na despedida, alguém levou os óculos do vocalista. Como souvenir.

A próxima festá quando é?

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