Foto: Divulgação.

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O artista visual Arbos, de 24 anos, abre sua primeira exposição individual na Casa do Cachorro Preto, hoje um dos principais lugares na cidade para conhecer novos nomes do desenho e experiências mais inovadoras de arte.

Trabalhando desde os 15 anos de idade, com certeza você já deve ter visto o trabalho de Arbos. São dele um cangaceiro do Cais Santa Rita, um bicho de 2 cabeças na Rua 17 de agosto e uma das pinturas que ficam na entrada da Casa do Cachorro Preto.

A exposição Regional Sideral traz todo este percurso em telas coloridas, desenhos em madeira e, claro, pinturas na parede. Cores fortes e um preto largo. A arte de Arbos agora poderá ser conferida também na galeria da Casa. A abertura da exposição será no sábado, 13 de junho, a partir das 18h e contará com uma projeção de imagens do trabalho de Arbos e o som do Hellcife Soundsystem.

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Manoel Quitério, artista pernambucano que acompanha de perto o trabalho de Arbos define: “Arbos tem raiz na lama. Filho de orixá com lampião, tem o traço dolorido, rasgado que nem o barulho “da fumaça, engarrafada nas ruas da cidade que aterra mangue. Xamanismo extra-terrestre de traço negro, carregado do simbolismo que cai do céu direto pra virar lama. Cangaço eletrônico e mangue beatnik. Deuses que fazem amor com criaturas rasteiras e negras, queimada do sol de fevereiro. Demônios que trocam arranha-céus pela farpa da madeira.”

A Casa do Cachorro Preto fica na rua 13 de maio, 99, Cidade Alta, Olinda. A visitação é de quinta a domingo até 5 de julho.

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