Luiz Pimentel é gerente de conteúdo do MySpace, maior plataforma social de música no mundo, no Brasil. Jornalista, foi um dos fundadores e editor da revista Zero. Ele também vem ao Recife para participar do ciclo de debates do Abril Pro Rock 2008.

Luiz fala da experiência de implementar o MySpace no país e dará dicas de como melhor utilizá-lo para divulgar uma banda na internet. O Grito! falou com Luiz Pimentel rapidíssimo, momentos antes de sua partida para o Recife.

Com a chegada do MySpace ao Brasil foi alardeada uma suposta concorrência com o Orkut. Mas o perfil de usuário das duas redes parecem ser bem distintos. O que acha disso?
São distintos sim. Eles combinam no ponto de ambos serem redes sociais, mas o MySpace é web 2.0, conteúdo compartilhado entre usuários e usuários, usuários e bandas. Quem está atrás de conteúdo, música, vídeos e também rede social tem mais a cara do MySpace.

De que maneira o MySpace Brasil pode beneficiar a cena independente no Brasil. Digo isso porque as bandas já utilizavam o site antes de sua vinda para o país.
Aqui nós localizamos conteúdo – ou seja, damos o destaque para o conteúdo de bandas que são relevantes para o Brasil. Apenas este ano já promovemos 20 lançamentos de discos brasileiros no MySpace. Hoje, por exemplo, estão no ar Pipodélica, Grenade e Beto Só.

Sites oficiais de bandas ainda são um canal relevante de comunicação com fãs e demais pessoas que acompanham música?
Uhn, quem pode responder são as bandas. Mas há um grande fluxo de bandas que usam o MySpace como site oficial, pela facilidade de os próprios músicos atualizarem e não dependerem de um programador, um webmaster, etc. Pela gratuidade. E também porque um site “.com.br” hoje é um caminho de mão única. Você vai lá e não tem para onde ir a partir dali. No MySpace você vai navegando por bandas, vai nos “amigos” delas, bandas parecidas…

Qual sua opinião sobre os blogs de MP3, que disponibilizam arquivos zipados de discos ainda inéditos, a maioria de bandas independentes ou da cena alternativa?
A sede do público por coisas novas, essa urgência, gerou esses blogs. Por um lado, acabam com o “lançamento”, pois todos os discos vazam. Por outro, servem também como divulgação. Aí vai de caso a caso, de banda a banda, como usam isso a favor ou contra.

É pertinente dizer que o Brasil vive uma cena musical exclusivamente virtual? Diferentemente do exterior, aqui praticamente não existe lucro na venda de CDs, os artistas não alcançam a grande mídia. Também existem poucos veículos para expor essa produção (revistas, TV). Você acha que faz sentido levantar essas questões?
Faz total sentido. Falo mais sobre isso amanhã, na apresentação ;-)

Quantos perfis musicais de artistas brasileiros tem o MySpace hoje? Como você faz para acompanhar tudo?
72.543 até a semana passada. E o próprio MySpace e minha rede fazem o trabalho de me contar as novidades.

SERVIÇO
Ciclo de Palestras Abril Pro Rock 2008
Divulgação de bandas na internet
Luiz Pimentel (MySpace Brasil) e Fernanda Cardoso (Trama Virtual)
Sexta-feira, às 14h Paço Alfândega, Livraria Cultura

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