Diva do pop “oitentão”, Annie Lennox volta à cena musical introduzindo algumas novidades a seu estilo

Annie Lennox

ANNIE LENNOX
Songs of Mass Destruction
[Sony, 2007]

Annie Lennox - Songs of Mass DestructionDepois de um hiato de três anos, Annie Lennox lança novo trabalho intitulado Songs of Mass Destruction. O álbum é um apanhado de 11 faixas onde a escocesa tenta inserir novos estilos a sua sonoridade tipicamente anos 1980. Com produção de Glenn Ballard, o nome por trás do bem sucedido disco de estréia de Alanis Morissette, o disco flerta com a música negra, especialmente o R&B. Em “Womankind”, por exemplo, há até um rap inserido nas estrofes. A voz marcante da cantora está presente embalando canções que, em sua maioria, tratam dos relacionamentos amorosos. Porém, dessa vez, Annie aparece menos “chorona” do que de costume.

Entre tantas baladas, a artista abre espaço para a engajada “Sing”, tema que nasceu do envolvimento de Lennox com projetos humanitários. A música inclui a participação de 23 das mais famosas artistas femininas contemporâneas, como Madonna, Fergie, Pink, Dido, Shakira, KD Lang e Joss Stone, entre outras. Contudo, como em toda gravação dessa linha, o resultado é bastante irregular.

Ex-vocalista de um dos grupos mais emblemáticos dos anos 1980, o Eurythmics, Annie Lennox não conseguiu, em sua carreira solo, repetir o êxito que teve durante os anos áureos de sua banda de origem. Apesar do belo potencial vocal e da produção esmerada de seus trabalhos, Annie parece ter ficado presa a estética de décadas passadas. Esse é, sem dúvida, o maior problema de Songs of Mass Destruction. [Gilberto Tenório]

NOTA: 6,0

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