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Aesop Rock (Foto: Chrissy Piper)

AESOP ROCK

[Definitive Jux, 2007]

Aesop Rock - None Shall PassMais pop que seus trabalhos anteriores, None Shall Pass apresenta um amadurecimento do rapper americano Ian Matthias Bavitz, mais conhecido como . Parte da turma que propõe uma alternativa criativa ao rap mainstream, Rock se reuniu com amigos talentosos e fez uma coletânea que explora diversos temas caros ao Hip-Hop. Claro que há ousadias, como samples de jazz, mas é o indie-rap que importa aqui.

A trajetória deste rapper nova-iorquino se aproximou do mainstream, mas seus parceiros e contatos nunca chegaram perto de serem bem relacionados com o pop. De fato, Rock fez um disco instrumental para a Nike, mas não encontramos duetos ou encontros com alguma persona do gangsta rap. Suas letras, longe do frescor pop de Kanye West explora o perigo e vibrações negativas das ruas e toda problemática do crime, tão conhecidas em rimas do hip-hop. Ainda encontra espaço para cantar sua depressão, ocorrida em 2001 e outros temas pessoais e cotidianos.

Com seu parceiro, Blockhead, fez cinco faixas deste None Shall Pass. Codinome de Anthony “Tony” Simon, Blockhead adicionou toques de trip-hop e instrumentação jazzísticos como em “No City” e “Coffee”, com participação do artista folk John Darnielle. Seus parceiros do selo Definitive Jux, EL-P e Rob Sonic produzem e participam do álbum. Criado em 1999 por EL-P e Amaechi Uzoigwe, o Def Jux, como como é conhecido pelos fãs é um selo independente nova-iorquino. Fator de identificação importante no mundo Hip-Hop, essas pequenas gravadoras se comportam como famílias e são comuns colaborações de todos a cada disco lançado.

Este None Shall Pass é o melhor trabalho na discografia de Aesop Rock. Mais aberto a influências, aproxima outros ouvintes a sua música e se apresenta como principal expoente do rapper alternativo norte-americano, que precisa ser conhecido. [Paulo Floro]

NOTA: 7,5

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