O escritor norte-americano Philip Roth, vencedor do Pulitzer em 1997 com Pastoral Americana, morreu nessa terça (22) aos 85 anos. Ele teve uma insuficiência cardíaca, segundo informou a Folha.

Famoso pelos seus personagens cheios de nuances e complexidade ele ultrapassou a pecha de “escritor judeu”, alcunha que conseguiu por conta do retrato cru que fez de sua própria comunidade, destacando inclusive aspectos pouco dignos e nobres que enfureceu os mais ortodoxos.

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Em seu obituário, a The New Yorker escreveu que Roth tinha como temas preferidos “a família judia, o sexo, os ideais americanos, a traição aos ideais americanos, o fanatismo político e a identidade pessoal”. Em uma última entrevista em janeiro deste ano, publicada no New York Times e republicada pela Folha de S. Paulo, ele disse que passava seus últimos dias lendo. “Deixarei a velhice para entrar na velhice profunda. Acho incrível estar aqui no final de cada dia. Quando fui para a cama, sorri e pensei: vivi mais um dia””.

Nascido em Newark, em Nova Jersey, em 1933, Roth foi bastante influenciado por Franz Kafka pelas reflexões que fez da condição humana. Entre seus livros mais famosos estão Pastoral Americana (1997), A Marca Humana (2000), Adeus Columbus (2006), Casei com um Comunista (2000), Complô Contra a América (2005) e Complexo de Portnoy (2004), entre outros, todos publicados pela Companhia das Letras.

Roth era considerado um dos maiores romancistas americanos e sempre foi cotado para o Nobel de Literatura, o que nunca aconteceu. Ele já venceu o Pulitzer, Man Booker Prize e a medalha de ouro de ficção, da Academia Americana de Artes e Letras.

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