Maior parte do público estava ali para ver Pitty. (Divulgação).

Maior parte do público estava ali para ver . (Divulgação).

Por Marta Souza
Fotos: Marcos Hermes/Divulgação.

, e Pitty foram as grandes atrações da primeira noite da 23ª edição do .

Com dois palcos e mais interativo, a produção do evento apostou na transmissão dos shows no Youtube e em flashs também pelas redes sociais. Vídeos dos vencedores da promoção, que dublaram músicas pelo aplicativo Dubsmash, também foram exibidos nos telões.

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Quem deu as boas vindas foi a instrumental pernambucana Kalouv. Basílio Queiroz (baixo), Bruno Saraiva (teclado), Rennar Pires (bateria), Saulo Mesquita (guitarra) e Túlio Albuquerque (guitarra), ponderaram a apresentação entre as faixas do primeiro e segundo álbum do grupo, Sky Swimmer e Pluvero. Em seguida foi a vez do trio americano The Shivas, que conseguiu, com a mistura de garage rock e surf music, colocar pra dançar, timidamente, um público ainda morno. Simpáticos, Kristin, Erick e Jared puderam ser vistos na plateia depois da performance conferindo as apresentações posteriores e atendendo os fãs.

A goiana foi a terceira a se apresentar. Conhecidos pelas marcantes guitarras melódicas e um toque de psicodélia, Dinho Almeida (vocal, guitarra), Benke Ferraz (guitarra), Raphael Vaz (baixo), Ynaiã Benthroldo (bateria), já acostumados com grandes festivais pelo mundo, como o Lollapalooza Brasil 2015, SXSW e Austin Psych Fest, nos EUA, e Primavera Sound, na Espanha, dominaram o palco e abusaram muito bem dos vocals pedal.

Pato Fu retornou ao festival. (Divulgação).

Pato Fu retornou ao festival. (Divulgação).

Falando em efeitos vocais agregados à sintetizadores e guitarra de peso, umas das apresentações mais esperadas da noite era a da potiguar Far From Alaska. Quarta no line-up, Emmily Barreto (vocal), Cris Botarelli (synth, lap steel e voz), Edu Filgueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsch (bateria) tocaram as faixas do primeiro e ainda único CD modeHuman, com fortes influências no stoner rock, que eram acompanhadas por grande parte dos presentes.

Cheios de energia, os integrantes da FFA não esconderam a satisfação de participar do festival pernambucano. “Nós vínhamos como expectadores do APR e agora poder estar no palco e ver a galera cantando nossa música e se divertindo junto com a gente é maravilhoso”, comentou Cris Botarelli nos bastidores. O grupo, que também se apresentou no Lolla deste ano, está participando do concurso Passaporte Brazilian Day, que vai levar uma banda brasileira para se apresentar em San Diego, na Califórnia.

A belga dEUS subiu ao palco logo em seguida. Com a formação diferente de 1996, primeira banda internacional a se apresentar na história do festival, Tom Barman (vocal e guitarra), Klaas Janzoons (violino e teclado), Stéphane Misseghers (bateria), Mauro Pawlowski (guitarra) e Alan Gevaert (baixo) não decepcionaram, mostrando a habilidade de ir do som mais pesado a ritmos mais lentos e misturando a música eletrônica ao rock. Ao final do show, Tom arriscou palavras em português, agradecendo e prometendo voltar em breve.

Far From Alaska, grata novidade do pop nacional. (Divulgação).

Far From Alaska, grata novidade do pop nacional. (Divulgação).

Um pouco depois das 1h da manhã, foi a vez da mineira Pato Fu fazer ficar de pé algumas pessoas que ainda estavam sentadas nos degraus do Chevrolet Hall. Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus e cia embalaram os fãs com canções do novo disco Não Pare Pra Pensar, título da música de abertura da apresentação. Porém, os grandes hits como “Eu”, “Perdendo Dentes”, “Depois” e a baladinha “Canção Pra Você Viver Mais” também tiveram espaço, além da bem-humorada “Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié! “, que divertiu bastante a plateia, que, a pedido de Takai, dançou bastante. Durante a apresentação, ela também mencionou o crescimento no número de mulheres à frente de bandas de rock.

“Sempre perguntam a minha opinião sobre a falta de mulheres no rock nacional. Eu sempre digo que o que vale mesmo é a qualidade e não a quantidade. Mas essa noite é a prova que estamos mudando isso. Temos três bandas mostrando o contrário”, disse Fernanda. Essa foi a quinta apresentação da Pato Fu no festival. Eles já subiram ao palco do APR em 1995, 1997, 2002 e 2010.

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Pitty, rainha da noite

A última e mais aguardada apresentação da noite foi a da banda baiana Pitty, que desde 2004 não tocava no Abril e não se apresentava com a banda desde 2010 na cidade. Talvez pelas polêmicas com o ex baterista Joe e a dublagem no jogo de videogame Mortal Kombat, a vocalista optou por não atender a imprensa, mas no palco não decepcionou os fãs, que se amontoavam para vê-la mais de perto.

Uma projeção com o rosto de Pitty falando sobre vários elementos e misticismo que envolve o número “7”, como as cores do arco-íris, os dias da semana, as notas musicais e, é claro, o título do novo e quarto disco do grupo: “Setevidas”. A música título do álbum foi a primeira do set list, que ainda contou com “Um Leão”, “Boca Aberta” e “Deixa Ela Entrar”, além das antigas que não podiam faltar: “Admirável Chip Novo”, “Teto de Vidro”, “Anacrônico”, “Semana Que Vem”, “Equalize”, “Na Sua Estante”, “Me Adora” e etc. Durante a performance de “Máscara”, Pitty cantou um trecho da música “Punk Rock Hardcore”, da banda local Devotos do Ódio.

Em seguida, ostentou a bandeira de Pernambuco e declarou amor pelo Estado, sendo ainda mais ovacionada pelo público. A banda finalizou a participação e a segunda noite do APR 2015 com a canção “Serpente”. O público acompanhou fazendo rodas de ciranda e fazendo um flash mob com balões vermelhos.

No sábado, 25, o Abril Pro Rock recebeu na terceira e última noite do festival em 2015 as bandas Ratos de Porão, Marduk, Coroner, Project46, Câmbio Negro, Almah, Headhunter D.C., Hate Embrace, Cätärro Dead Fish, Lepra e Gangrena Gasosa.

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