Banda nova-iorquina aposta em distorção, peso e saudades rockeiras

A Place To Bury Strangers

A PLACE TO BURY STRANGERS
A Place To Bury Strangers
[Killer Pimp, 2007]

A Place To Bury Strangers - A Place To Bury StrangersCom a alcunha de “a mais barulhenta banda de Nova York”, o A Place To Bury Strangers segue cativando a platéia ávida por shoegazer e guitarras em clubes da cidade. Desde que Jesus and Mary Chain mostrou a força da distorção e do barulho, um sem-número de bandas segue o rastro de destruição provocado pelo seminal Psychocandy. Não é de espantar que qualquer lançamento que emule este revolucionário disco gere frisson e emoção nos corações saudosos, que sentem falta de um “Just Like Honey”.

O trio, formado pelo frontman e guitarrista Oliver Akerman, o baixista Jonathan Smith e o baterista JSpace conquistam espaço com um som tenebroso e soturno. Nem mesmo o iLiKETRAiNS conseguiu ser tão “das trevas” quanto eles. Virtuoso, Akerman até constrói seus próprios pedais. Formado por pedaços de outras bandas, inclusive a importante banda shoegaze de Virgínia, Skywave, o trio se reuniu pela afinidade com o barulho. É impressionante a força deste álbum de estréia, limitado a apenas 500 cópias pelo minúsculo selo Killer Pimp. O risco de ficar como uma curiosidade na cena indie de NY, se desfaz em memoráveis canções, como a dancante “To Fix The Gash In Your Head” e “Don’t Think Lover”, que com seu vocal ecoado tenta soar como um My Blood Valentine mais pesado. [Paulo Floro]

NOTA: 6,5

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