A CRÍTICA E OS FÃS

Isenção é uma palavra cujo significado é de difícil de compreensão. A coisa se torna ainda mais complicada quando se pensa no sentimento e arroubo que acomete fãs empedernidos de artistas (cantores, baixistas, bandas, grupos teatrais, cineastas ou escritores) cujo trabalho ainda engatinha no quesito qualidade e bom acabamento. Trabalho bem feito não tem nada haver com fanatismo desmedito ou amor e reverência. Afinal, nessa condição arquetípica não se nota os defeitos, as rasuras e os melindres de uma banda, por exemplo, que ainda não acertou a cartilha das rimas, o lugar dos acordes, mas que já atrai uma certa legião.

Uma boa crítica parte da premissa de uma análise que, no mínimo, entenda o que esta sendo esquadrinhado como uma tábua rasa. Boa percepção não requer envolvimento emocional, muito menos contato direto. Mas distância e apuro técnico. Somente. Recado dado!

Mas trocando um pouco de assunto, nessa edição de número 58 realizamos uma entrevista exclusiva com a Moptop. O grupo paulista depois de seu segundo disco, fincou a bandeira a bandeira no chão angariou seu espaço dentro da mídia, da crítica especializada e já conquistou platéia. O disco chegou ao mercado anos depois da estréia da banda que recebe o rótulo de indie. No mais é possível conferir um especial sobre Elvis, o mais que eterno rei do rock; Crepúsculo, um best seller sobre vampiros da escritora Stephanie Meyer;

Política é um assunto que pouco falamos n’O Grito! Quando Hillary e Obama se engalfinhavam o site mostrou qual era sua posição e fez o que pôde para explicitar as principais propostas de cada um e como isso iria repercutir na indústria cultural. Nessa edição fomos analisar os dois principais segundos-turnos do País: Rio de Janeiro e São Paulo. De um lado Martha Suplicy contra Kassab e do outro Paes conta Gabeira. Que vença o melhor e que, mais que isso, os cidadãos saibam escolher.

Boa leitura!

Os editores

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