banner-jan-grandes-espetaculos.gif

CÊNICAS NA PAUTA PERNAMBUCANA
Por Fernando de Albuquerque

selo-jan-grandes-espetaculos.pngSão 10 dias de espetáculos, com média de três apresentações diárias. Sem folga nos finais de semana e eventuais feriados. É assim que se configura o 14º Janeiro de Grandes Espetáculos, que esse ano contabiliza mais de 60 apresentações além de programação estendida por toda Grande Recife.

A jornada começou na última quarta-feira, 9 de Janeiro, com a Alma Imoral, monólogo apresentado por Clarice Niskier – prêmio Shell de melhor atriz, com 48 anos e 34 peças no currículo – e encerra com Pois é, vizinha…, da companhia rio-grandense Solos & Bem Acompanhados.

Uma parceria com o projeto Multicultural, da Prefeitura do Recife, promove a encenação de peças em três pólos de cultura: Peixinhos, Mangueira e Santo Amaro. O interior do Estado também recebe pela primeira vez o Janeiro de Grandes Espetáculos. Na região, aliás, a mostra fica em cartaz mais tempo. Os municípios de Limoeiro e Salgueiro foram os contemplados com o evento.

Além das peças, ainda estão em cartaz oficinas, exposição, lançamento de livros, palestras e seminários. Maior destaque vai para os debates no Centro de Pesquisa Teatral (CPT) e Fundaj (com pesquisadora em dança Helena Katz). Confira aqui a programação completa.

A seguir O GRITO! faz um apanhado do que melhor foi apresentado na última semana. Clique para ler a crítica completa de cada peça.

A Alma Imoral
São 50 minutos que podem ser o soco no estômago dos mais ortodoxos, o alívio dos céticos e libertários, o reconforto das mentes mais inseguras.

A Obscena Senhora D.
Diretamente de Brasília, Catarina Accioly e William Ferreira, encenaram A Obscena Senhora D., nos palcos do Hermilo Borba filho, na última quinta-feira.

Maça Caramelada
Memória, perda e reencontro são os temas centrais de Maça Caramelada, espetáculo em que dois “jovens” procuram fotografias antigas num arquivo desativado de uma emissora de TV, enquanto um funcionário aposentado e solitário resgata sonhos e memórias quase esquecidas.

Ópera
Criação do coletivo Angu de Sangue, nascido em 2003, Ópera tem direção de Marcondes Lima e o texto é de co-autoria do grupo e baseado em quatro contos do pernambucano Newton Moreno.

Sem mais artigos